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SAFRAS (17) - O secretário da Fazenda do Rio Grande do Sul, Aod Cunha de
Moraes Júnior, disse que o Rio Grande do Sul poderá ganhar, a partir do novo
orçamento, um incremento de até R$ 103 bilhões no PIB de 2028.
Aod, que falou no Tá na Mesa da Federasul, esclareceu que este cálculo foi
projetado mediante a prática de um ajuste fiscal rígido, a partir da anulação do
déficit do Estado, previsto para 2010.
De acordo com o secretário, a projeção acontece com base no cumprimento das
metas estabelecidas no ano passado, com a redução do déficit público que,
diminuído de R$ 2,4 bilhões para R$ 1,2 bilhões em dezembro de 2007, deve chegar
a R$ 300 milhões em 2008 e ser zerado em dezembro de 2009. As metas foram
divulgadas nesta semana durante o anúncio do orçamento para 2009, feito pela
governadora Yeda Crusius.
"Outra etapa também estabelecida pelo governo é recuperar a capacidade de
investimento e igualá-la à de São Paulo, que é de 10%, em 2010", lembrou o
secretário, enfatizando que para este ano, a meta é de 3% e no que vem, 7,5%.
Mantendo o ajuste das contas, o secretário da Fazenda estimou um crescimento
do PIB que ultrapassa a média nacional entre 1% e 1,5%, possibilitando, no
primeiro caso, um incremento de R$ 66 bilhões além do crescimento projetado de
R$ 399 bilhões sem o ajuste. No segundo caso, o incremento chegaria a R$ 103
bilhões, alcançando um PIB de R$ 502 bilhões.
"Na projeção do emprego, aos 13,6 milhões de postos previstos para 2028
seriam acrescidos de mais 2,2 milhões de postos com 1% além da média e mais 3,5
milhões, com 1,5%", calculou Cunha.
Para o ajuste, foram consideradas as medidas apontadas pelo secretário como
desafios para a redução déficit, como a redução de custos da provisão de bens e
serviços e a melhora da composição do gasto público para estimular o crescimento
do Estado. "Além da redução de gastos, como a racionalização do consumo de
água nas escolas, por exemplo, o fato de estar pagando nossos fornecedores em
dia fez com que pagássemos valores até 80% menores. Isso também fez com que a
oferta de licitantes para serviços crescesse 50%, possibilitando que possamos
adquirir mais, gastando menos", explicou.
Aod Cunha também apontou os investimentos privados como fator determinante
para o desenvolvimento do Estado e o aumento da arrecadação, previsto, para até
2011, em um montante de R$ 31 bilhões investidos de forma regionalizada, tomando
como exemplo os R$ 12,79 referentes a celulose, papel e silvicultura,
concentrados principalmente na Metade Sul gaúcha.
Além do cumprimento das metas estabelecidas pela Secretaria do Tesouro
Nacional para todos os Estados, o Rio Grande do Sul deve, ainda, cumprir outros
objetivos até o fim de 2008, como o pagamento em dia da folha do funcionalismo,
a reposição dos fundos previdenciários, a redução do financiamento para o 13
salário e a reestruturação da dívida extralimite, por meio do empréstimo de US$
1,1 bilhão aprovada pelo Banco Mundial.
Antes de receber o secretário da Fazenda, o presidente da Federasul, José
Paulo Dornelles Cairoli, falou sobre a importância da aprovação do Simples
Gaúcho, lembrando sua abrangência em relação ao universo das micro e pequenas
empresas do Estado. Disse que "a Federasul lutou pela necessidade da retomada
do Simples" e cumprimentou os deputados pela compreensão do tema, aprovado por
unanimidade na Assembléia Legislativa. As informações são da assessoria de
Imprensa da Federasul.
(VA)
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